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Quem Somos

Conheça o Instituto Comradio do Brasil

 

Quem Somos

MISSÃO:

Criar, produzir e compartilhar ações de comunicação voltadas para o desenvolvimento sustentável de comunidades pobres, visando à melhoria da vida das pessoas.

OBJETIVOS INSTITUCIONAIS:

  1. Buscar uma sociedade democrática, justa e libertária, construída por meio da autonomia, dignidade e participação de todos; 
  2. Atuar na promoção da ética, da paz, da cidadania, dos direitos humanos, da democracia e de outros valores universais;
  3. Criar e executar projetos sociais voltados para a formação em comunicação social com foco no empoderamento jovem, democratização da comunicação e na comunicação como direito humano;
  4. Lutar pelo fortalecimento da Esfera Pública, buscando fortalecer os indivíduos como atores sociais e promover a comunicação e governança colaborativa; 
  5. Atuar para a transformação do sistema de comunicação brasileiro, lutando pela democratização da comunicação e para que a comunicação se torne efetivamente um direito de todo ser humano;
  6. Desenvolver pesquisas, estudos e conceitos de comunicação para subsidiar as práticas dos movimentos sociais e da defesa do direito à comunicação.

SOBRE NÓS:

O IComradio é composto pela diretoria, coordenação e execução dos projetos e administrativo financeiro. As instâncias reúnem-se em Assembleia duas vezes por ano para avaliar, monitorar e programar as ações do IComradio, bem como para estudar sobre temas ligados a gestão de organização social, empoderamento de jovens, democratização da comunicação etc. Além deste encontro há também, mensalmente o encontro da diretoria com o administrativo financeiro para avaliar, monitorar e programar ações nestas áreas.

Em nível institucional as ações desenvolvidas pelo Instituto Comradio do Brasil, estão vinculadas às deliberações das Assembleias em consonância com a visão das coordenações dos projetos mantidos pelas entidades.

Em âmbito de projetos mantidos e desenvolvidos pelo Instituto a instancia de decisão primária relaciona-se diretamente com o/a Responsável pelo projeto, seguindo-se da Coordenação Pedagógica e por último da Diretoria do Instituto, em todos os níveis os beneficiários/as possuem voz ativa, através do apontamento de sugestões, são incentivados a participar e emitir opinião sobre o processo de ensino-aprendizagem.

 

DIRETORIA 2017-2021:

Presidente: Jessé Barbosa
Jornalista, radialista, professor e fundador do IComradio.

Vice-presidente: Graciele Barroso
Jornalista, mestre em comunicação, atua na Universidade Federal do Piauí, é também radialistas egressa da primeira turma do projeto Jovens Radialistas em Picos.

Secretária: Milena Rocha
Jornalista e formada em Rádio e TV pela Escola Comradio em Teresina, coordenou o projeto Um Olhar para a Cidadania do Instituto Comradio entre 2014 e 2016

Tesoureiro: Mário Jorge
Ex-bancário, radialista formado pela escola Comradio do Brasil e atuou como voluntário no projeto Jovens Radialistas do Semiárido em 2015.

EQUIPES:

Projeto Jovens Radialistas do Semiárido

Coordenação: Thaise Cronemberger
Assistente Social com experiência e atuação em projetos sociais e gestão escolar.

Agente de Inserção: Cléa Mesquita
Radialista profissional com expeirência em administração de empresas

Tutoria de cursos à distância: Walton Luz
Radialista com formação e experiência na área de tecnologia 

Referente no Semiárido: Josimar Santana
Radialista, jornalista e estudante de pedagogia, com atuação no projeto desde de 2011. 

 

NOVA MARCA:

  1. Mudança do imaginário coletivo e slogan que passou a ser compartilhe soluções. Com o verbo no imperativo. Um convite para todos/as que tem relação com a organização, ou não, compartilhem soluções com os outros;
  2. A mudança na forma de tratamento, passando a ser referenciado como IComradio. Esta forma de referência será acrescentada no novo Estatuto;
  3. A logomarca foi mudada para atender ao novo imaginário coletivo. Foram usadas duas figuras geométricas com cores e formas diferentes que se encontram e compartilham o mesmo abraço, o mesmo sorriso e o mesmo olhar. Remetendo a ideia de que é do encontro das diferenças que nascem as soluções. A fonte é lúdica e desenhada exclusivamente para a marca.

Esta ação só foi possível graças a Avaliação Externa (anexo) patrocinada pela Brücke Le pont que ofereceu os elementos utilizados no estudo para a mudança da marca. Bem como, na construção da Visão Estratégica Operacional do projeto Jovens Radialistas (anexo) e no Planejamento Estratégico do IComradio (2019-2021).

O IComradio fixa seu olhar para um novo horizonte, no qual enxerga a inovação tecnológica, mas com estímulo a conexão humana; a comunicação que leva a governança colaborativa e o trabalho digno com atenção especial às novas profissões e novas formas de produzir no âmbito da comunicação social.

O IComradio fundamenta-se na educação, na organização coletiva e na comunicação e governança colaborativa como instrumentos para a mudança. O desafio central recai na formação de jovens comunicadores/as com espírito e leitura crítica, com atitude de indignação em relação à sua condição socioeconômica e capazes de refletir e agir para mudar a sua própria realidade e a realidade da comunidade em que vivem.

O foco do IComradio são as soluções, oportunidades e potencialidades e não a vitimização e conformismo, expressos forma de “violência do favor”, cujo conceito pode ser entendido na seguinte situação: “alguém faz por nós, sem nos consultar, sem saber o que precisamos e nos transforma em coitadinhos ao invés de nos libertar” (Conceito desenvolvido e estudado no projeto Um Olhar para a Cidadania, criado e executado pelo IComradio nos anos de 2011 a 2016).

 

ABRANGÊNCIA:

O Instituto Comradio do Brasil atua no Estado do Piauí, prioritariamente nas cidades onde existe déficit de formação de comunicadores/as sociais e mercado com (boa) capacidade de inserção laboral no campo da comunicação. Nestas cidades desenvolve atividades voltadas para o desenvolvimento local e redução da pobreza, através do empoderamento juvenil, da formação de comunicadores/as populares (nos grupos de interesse ligados a agricultura familiar, quilombolas, cegos/as e jovens da periferia, em risco de drogadição) e desenvolvimento de instrumentos e estratégias de comunicação e governança colaborativa.

METODOLOGIA DE TRABALHO:

O INSTITUTO COMRADIO DO BRASIL é uma Organização da Sociedade Civil, sem fins lucrativos, de cunho cultural e educativo. Atua na promoção do protagonismo jovem, através da formação em comunicação social voltada preferencialmente para jovens pobres, especialmente em risco de drogadição, agricultores familiares, pessoas com deficiência visual, quilombolas etc., bem como, da promoção do direito comunicação e da governança colaborativa.

Os projetos criados e executados pelo Instituto Comradio visam o aperfeiçoamento contínuo do jovem em seus aspectos social, cultural, educativo e econômico. A sua missão é promover a educação em comunicação social, capaz de criar, produzir e compartilhar ações voltadas para o desenvolvimento sustentável de comunidades pobres, visando a melhoria da vida das pessoas e oferecendo ao jovem os instrumentos e conceitos necessários para que ele/a, com autonomia produza, distribua, inspire e compartilhe soluções, promova a cidadania, assegure o direito à comunicação e a governança colaborativa e agregue valores éticos e democráticos em prol da transformação social.

Os objetivos do Instituto encaminharam sua trajetória para servir de apoiador, inspirador e provocador de sinergias entre as organizações apoiadas pela Brücke Le Pont no Brasil, assim, o Instituto Comradio está presente desde o início da formatação da Rede Ponte e hoje ocupa a sua presidência.

REALIZAÇÕES INSTITUCIONAIS:

O IComradio possui uma atuação exitosa na formação de jovens pobres na periferia de Teresina, no semiárido piauiense, e membros de grupos de interesse específicos como os quilombolas, agricultores/as familiares, mulheres e cegos/as.

Na periferia de Teresina destaca-se a atuação com jovens em risco de drogadição no projeto Juventude Conectada Com a Vida voltado para a utilização das mídias sociais para prevenção às drogas, gravidez na adolescência e outros temas sensíveis.

A atuação no semiárido é realizada juntamente com a Brücke Le Pont, por meio do projeto Jovens Radialistas, que hoje conta com cerca de 400 jovens formados/as em comunicação social e com registro profissional emitido pelo Ministério do Trabalho e válido em todo o Brasil. Aptos a trabalhar no Rádio e na Televisão, em Publicidade, Assessoria de Comunicação, monitoramento de Mídia Social e a empreender na comunicação.

É relevante destacar que o processo de formação dos jovens desencadeou uma série de realizações institucionais, entre elas destaca-se: a qualificação do rádio, que, a partir da incidência dos novos profissionais passou a preocupar-se mais a qualidade das transmissões, linguagem, programação etc.; o Piauí tornou-se o Estado Brasileiro com maior número de profissionais de rádio com registro, proporcionalmente à população. A qualificação além de diminuir a fuga de jovens para outros centros, permite que aqueles/as que precisam sair, saiam qualificados/as; Contribuiu para o aumento significativo do número de mulheres atuando no rádio local que, tradicionalmente era masculino, elas hoje atuam tanto na parte administrativa quanto na locução. O aumento correspondeu a proximamente 35%[1] na cidade de Picos, desde que o projeto iniciou suas atividades; Ampliou imensamente o debate sobre as políticas públicas voltadas para o seminário nos meios de comunicação locais, especialmente o rádio e contribuiu, juntamente com as outras organizações que atuam na região para a mudança da percepção sobre o semiárido, antes: lugar seco, sem vida e sem perspectivas, hoje: lugar com oportunidades de convivência harmônica entre ser humano e a natureza e vida abundante. As pessoas passaram a ter orgulho de morar no semiárido. 

Todo este impacto do projeto na região acontece como uma onda. Porém está desarticulado. Para isso nasceu a rede de comunicadores/as Coletivo de Comunicação Cidadã, voltado para ampliar o protagonismo jovem, empregabilidade e geração de renda. O Coletivo possui imenso potencial para a comunicação colaborativa.

O projeto possui uma atuação especial com quilombolas (remanescentes de comunidades negras originarias), agricultores familiares e mulheres. O projeto é reconhecido como tecnologia social pela Fundação Banco do Brasil e recebeu o prêmio Objetivos do Milênio PNUD/ONU em 2016.

Com os Cegos/as a atuação do IComradio também é bastante exitosa. O Instituto é referência no Brasil na formação de profissionais de rádio cegos/as. Afinal o Rádio é cego também. Por meio do projeto Um Olhar para a Cidadania o IComradio desenvolveu e exportou a metodologia que agrega a aprendizagem da técnica do Rádio às necessidades das pessoas com deficiência visual. A metodologia chama-se: Meus Ouvidos são meus Olhos. Utiliza o som e técnicas do teatro como condutores do processo ensino-aprendizagem. O projeto ganhou inúmeros prêmios, entre eles o Prêmio ARede por promover a acessibilidade na comunicação, é também reconhecido como tecnologia social pela Fundação Banco do Brasil.

O projeto propôs e contribuiu com a efetivação da política pública “Selo Empresa Acessível” no ano de 2015, executada pela Prefeitura de Teresina. Ainda dentro do projeto Um olhar para a Cidadania foi criado o Movimento de Mulheres Cegas, uma organização que representa as mulheres cegas do Brasil nas suas demandas por trabalho e por políticas públicas voltadas para acessibilidade.

Estas ações são refletidas no número de pessoas inseridas no mundo do trabalho voltado para a comunicação, nas suas várias modalidades. Desde o trabalho formal, passando pelo empreendedorismo destacado nos micro e pequenos empreendedores/as e no MEI - Microempreendedor Individual até chegar na atuação indireta, quando o egresso trabalha em uma organização social ou empresa e utiliza os conhecimentos adquiridos para melhorar a performance da instituição a qual é ligado/a na comunicação social.

Além disso, o IComradio, através da sua expertise em comunicação e mobilização social atuou em sinergia com as organizações da Rede Ponte, realizando o curso de fotografia para organizações sociais, voltado para todas as organizações. Também atuou em sinergia com a CPT – Comissão Pastoral da Terra, tanto na formação de agentes e jovens em risco de trabalho escravo quando na elaboração do Plano de Comunicação da organização; com a FUNACI – Fundação padre Dante Civiero na elaboração do Plano de Comunicação; com a Fazenda da Paz visando ampliar e melhorar a comunicação através do rádio (programa minuto pela vida na Rádio Pioneira) e de outros ambientes de comunicação como canal do youtube e com a Cáritas Oeiras, em parceria com o Comitê da Juventude, na preparação e elaboração do Seminário sobre potencialidades do Território Vale do Canindé e da Semana da Juventude 2018.

  O IComradio possui um leque enorme de organizações e agências de cooperações com as quais atua ou já atuou, entre elas destacamos: Petrobras (que apoiou o projeto Jovens Radialistas entre 2014 e 2016); UNICEF e Pastoral da Criança (apoio ao projeto Saúde, Direito e Cidadania); o Instituto Telemar – Oi Novos Brasis e Cooperforte (projeto Um Olhar para a Cidadania); Governo do Estado do Piauí, Care Internacional Brasil e Rádio Nederland Training Center (Projeto Comunicação e Rádio para o Desenvolvimento Local); Cáritas Regional Piauí (projeto Observatório do Semiárido); AMARC – Associação Mundial das Rádios Comunitárias e SIGNIS Brasil no apoio a formação de comunicadores/as populares e debates sobre o direito à comunicação, sendo o IComradio  associado às duas redes.

[1] Linha de base (2013) – pesquisa realizada em 39 cidades do território Vale do rio Guaribas, em 45 emissoras de rádio (6 AM, 21 FM, 18 Radcom). Gênero: 34% Mulheres e 66% homens; Instrução: 48% ensino médio, 34% fundamental, 14% superior, 4% analfabeto; Notícias: 79% outras notícias, 21% notícias sobre o semiárido.  

 

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